Devido aos efeitos do pecado, todo ser humano é necessitado. Sem Cristo, todas as almas seriam condenadas. A natureza humana deseja e tem sede pelas coisas desta terra. Ela procura satisfazer esta sede, bebendo das águas estagnadas do mundo. Buscando prazeres, seguindo as modas e andando na busca de bens materiais, a nossa carne procura em vão matar a sua sede insaciável. Enquanto estas águas estagnadas oferecem algum prazer momentâneo, elas jamais proporcionam satisfação duradoura. Sempre continua a busca por mais e maiores divertimentos, aventuras e objetivos.

A alma tem sede das bênçãos de Deus. Ela almeja estar em paz e anda em comunhão com ele. A alma não deseja as coisas da terra porque deseja a água viva.

O coração do homem procura satisfazer ou a sede da carne ou a sede da alma. Se a carne for satisfeita, a alma continua irrealizada e perturbada. Onde a água viva fluir, a carne será subjugada.

Em que consiste então esta água viva? Ela é, primeiramente, uma dádiva de Deus. Ela inclui o perdão disponibilizado através da morte de Jesus no Calvário, a Palavra de Deus que nos ensina a sua vontade e o Espírito Santo que nos guia em toda a verdade. Esta água é viva; ela gera, nutre e sustém a vida. Para alguém ter a vida eterna é necessário que beba desta água viva.

Muitas pessoas encontraram esta fonte de água viva quando estavam cansados e fatigados do pecado. Mortos no pecado, tomaram desta água e assim nasceu dentro deles a vida espiritual. Aquela mesma água continua nutrindo esta nova vida. Ela inspira e sustém o filho de Deus. Quando o fiel tropeça e cai, ele pode voltar para esta fonte para receber purificação, cura e renovação.

Tal como os nossos corpos sentem sede e têm que tomar água, assim o homem espiritual precisa de água diariamente. Esta porção diária  encontrada na leitura da Palavra e na comunhão com Deus através da oração alimenta e satisfaz a alma. Ao tomarmos profundamente desta água da vida, tornamo-nos sadios e fortes, cheios de vitalidade espiritual. Assim buscamos oportunidades para divulgar a mensagem do evangelho para as pessoas que encontramos. Em vez de nos empenhar na busca de bens materiais, buscamos primeiro a vontade de Deus e o seu reino.

Estamos tão conscientes deste imenso recurso de água viva quanto deveríamos estar? Como podemos desejá-lo mais? No salmo primeiro fala da árvore que foi plantada ao lado dos ribeiros de água e produz o fruto na estação própria. A pessoa que participa desta água da vida será frutífera em todas as estações da vida. Na estação da juventude ela se estabelece e fundamenta na vida espiritual. Elas se arraigam cada vez mais profundamente nesta fonte de força. A direção de Deus estará presente em todas as decisões importantes da sua vida.

Pais que se alimentam nesta fonte terão direção para a devida disciplina no lar. Eles ensinarão os filhos a serem submissos e obedientes, dando ajuda e direção quando enfrentam a chamada para a salvação.

Há também a estação que muitas vezes abrange várias décadas da vida em que pesam as responsabilidades dadas por Deus e sua igreja. Para desempenhar corretamente estas responsabilidades, tais como professor de escola dominical, diretor de hinos, missionários, ministros, diáconos, comissão de costuras, diretor de escolas, professoras e etc., temos que participar desta água viva. 

Estamos encontrando direção para as múltiplas responsabilidades da vida? Ou estamos frustrados e confusos? Estaríamos questionando por que a vida é tão pesada? Tais dúvidas indicariam que não estamos participando da fonte de água viva como deveríamos?

Se continuarmos participando desta água viva até chegarmos na cruzada do Jordão da morte, então aquele que é a fonte desta água estará ali para nos receber.