Uma Declaração das Doutrinas Cristãs da Igreja de Deus em Cristo – Menonita

 

Nós cremos e ensinamos…

1.         A Bíblia — Que a Bíblia é a Palavra de Deus e é o único guia infalível para o homem. Ela é divinamente inspi­rada, autêntica, e autoritária. Sem esta reve­lação direta de Deus, nós estaríamos completa­mente ignorantes quanto à natureza da criação e da origem do universo, bem como da origem e destino eterno do homem. Leia 2Tm 3:16; Hb 4:12; Mt 5:17; 24:35; Jo 12:48; Sl 119:105; 2Pe 1:21.

2.          Deus (a Trindade divina) — Que há um Deus eterno, auto-existente, onis­cien­te, onipotente, onipresente, invisível e incom­preensível, que se revela em três pessoas: o Pai, o Filho, e o Espírito Santo; três em um, e um em três, coexistente de eternidade à eternidade. Leia Sl 90:2; Rm 11:33; 1 Jo 5:7; Is 45:22; Dt 33:27.

3.          Deus o Filho — Que Jesus Cristo é o Filho de Deus; Ele era e con­tinua coexistente com o Pai; nasceu de uma vir­gem, participou da natureza humana, embora sem vestígios do pecado. Sofreu e morreu na cruz, ressuscitou dentre os mortos e ascendeu ao céu. É somente pelo derrama­mento do sangue dEle que obtemos a remissão dos pecados e livre acesso ao Trono da Graça. Leia Jo 1:1; 3:16; Mt 1:20-21; Cl 2:9; Lc 2:11; 9:35.

4.          Deus o Espírito Santo — Que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Trin­­dade. Foi enviado ao mundo pelo Pai e pelo Filho. Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. É o Consolador dos fiéis e os guia em to­da verdade. Leia Jo 15:26; 16:7-13; At 2:1-4.

5.      A criação — Que a história da criação, como relatada no livro de Gênesis, é verídica e autêntica. A teoria da evolução que ensina que a vida começou com uma célula que se multiplicou e modificou até pro­duzir toda a espécie de vida, inclusive o homem, contradiz essa história, e não pode ser aceita pela pessoa que acredita na Bíblia como a Palavra autêntica de Deus. Leia Gn caps. 1 e 2; Hb 1:10; Êx31:17; Jr 10:12-13; Ap 4:1.

6.        O homem — Que o homem foi criado um ser inteligente por um ato deliberado de Deus. No seu estado original, ele era semelhante ao seu Criador em justiça e santidade. Foi pela sua transgress­ão que caiu em pe­­cado e ficou separado de Deus. O resultado é que dentro do homem “não habita bem nenhum”. Ele é incapaz por si mesmo de retornar à sua condição an­­terior de santidade, pois tem até a mente e a con­sciência corrompidas. Leia Gn 1:27, 31; Rm 7:8; Tt 1:15; Cl 3:10; Mt 19:4.

7.         Os milagres da Bíblia — Que os milagres da Bíblia são fatos reais e ver­dadeiros. São feitos maravilhosos obrados pelo po­der de Deus. Leia Mt 12:40; At 1:3; 2:22; 4:16.

8.       O novo nascimento — Que somente aqueles que pela fé, remorso do pecado, e o verdadeiro arrependimento, aceitam a obra remidora de Cristo, são redimidos do pecado; tornando-se assim filhos de Deus através do novo nascimento, e da obediência à Palavra de Deus. Leia Jo 3:3-16; At 4:12; 1 Jo 1:6, 7; Hb 12:22-23; Mc 1:15; At 17:30; 20:21.

9.        A igreja — Que a igreja é o corpo de Cristo, composta dos que nasceram de novo, e se juntaram a esta organização visível através do batismo com água. “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé…um só Deus e Pai de todos…por todos e em todos” (Ef 4:4-6). A igreja foi fundada por Jesus Cristo e sua missão principal é de propagar a Palavra de Deus. Leia Cl 1:18; 1Co 12:13; Hb 12:22-24; At 20:28.

10.         A autoridade da igreja e a exclusão — Que Deus deixou instruções em Sua Palavra para a organização, administração, e a perpetuação da Sua Igreja visível. Autorizou-a, por meio do Espírito Santo, a interpretar as Escrituras, escolher seus oficiais, disciplinar os membros, e fundar qualquer instituição que precisar para o desempenho da obra da igreja. Cada membro deveria voluntariamente apoiá-la, e estar disposto a obedecer e servir. A igreja tem a obrigação de manter-se pura através da disciplina e pela exclusão de membros obstinados e mestres de falsa doutrina. Leia Ef 4:11-16; 1Pe 5:1-4; Tt 1:5; Mt 18:8-9, 15-18; Hb 13:17; Rm 16:17-18; 1Co 5:11-13; 2Ts 3:10-16; Mc 4:11; Mt 16:19; Jo 5:24; Rm 12:1; 1Co 3:9.

11.         A evitação dos excluídos — Que a igreja, depois de excluir o transgressor voluntário e persistente, deve evitá-lo até que se arrependa e seja readmitido na comunhão dos santos, para que não haja contaminação entre os demais membros. Leia Mt 18:15-18; 1Co 5:9-13; 2Ts 3:14; Rm 16:17; 2Jo  vv. 9-11.

12.         A grande comissão — Que a igreja de Cristo recebeu a comissão: “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda cria­­tura”, convencendo o homem perdido da sua necessidade de arrepender de seus pecados e tornar-se membro da igreja visível de Cristo através do batismo. Leia Mt 28:18-20; At 1:8; Mc 16:15-18.

13.         Batismo — Que pessoas penitentes que são realmente nascidas de novo, devem ser admitidas na igreja visível pelo batismo com água como são admitidas no Reino de Deus por Cristo, através do novo nascimento e o batismo do Espírito Santo. A afusão (derrama­mento) é a forma indicada simbolicamente pelas Escrituras como a maneira mais própria. Leia Mt 28:19; At 1:5; 2:16-17, 38, 41; 1Pe 3:21; Rm 6:3-4.

14.         Ordenanças cristãs — Que as ordenanças cristãs são instituídas por Deus, portanto o último mandamento de Jesus aos apóstolos foi: “Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28:20). Isto refere-se a cada membro da Sua igreja. Leia Jo 13:17; 1Co 11:2; 2Ts 2:15.

15.         A Santa Comunhão — Que Cristo instituiu a Santa Comunhão em me­mória do Seu sofrimento e morte. Deve ser observada pelos fiéis em comemo­ração desta morte. Somente os da mesma fé, que estão em paz com Deus e os homens devem participar. Leia Lc 22:19-20; 1Co 10:16-17; 11:23-26.

16.         O lavamento dos pés — Que o lavamento dos pés é uma ordenança instituída por nos­so Salvador e deve ser observada literalmente pelos cristãos da mesma fé em conjunto com a Santa Comunhão, assim como Je­­­s­us mandou e exemplificou. Leia Jo 13:4-17; 1Tm 5:10.

17.         O véu devocional — Que toda mulher cristã, espe­cialmente em momentos de adoração e oração (lem­brando que se deve “orar sem cessar”), deve manter sua cabeça coberta por um véu devocional especial, de acordo com o modelo estabelecido pela Igreja. “Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça, sinal de autoridade”, ou seja, sinal sobre a cabeça – sinal de submissão. Leia 1Co 11:2-16; Nm 5:18.

18.         O cabelo — Que as mulheres (casadas ou solteiras) não devem cortar o cabelo. Os homens, por sua vez, não devem ter cabelo crescido, mas cortá-lo conforme as Escri­turas ensinam. Leia 1Co11:5, 14-15; Lv 19:27; Ez 44:20.

19.         A barba — Que o homem não deve rapar nem danificar a sua barba. Leia Lv 19:27; 21:5; Gn1:26; Rm 9:20; 12:1-2.

20.         A saudação do ósculo santo — Que o ósculo santo deve ser observado pelos cristãos da mesma fé. Leia Rm 16:16; 1Pe 5:14; 1Co16:20; 2Co 13:12.

21.         A cura pela fé — Que a unção com óleo, a imposição de mãos, e a oração devem ser administradas ao doente que em fé o pedir. Leia Tg 5:14-15; Mc 6:13; 16:18.

22.         O matrimônio santo — Que o matrimônio foi divinamente instituído para a propa­gação, pu­reza, e felicidade da raça humana. Recebe a santificação divina somente quando praticado entre um homem e uma mulher, sendo dissolúvel apenas pela morte. Não deve haver casamento entre cristão e incrédulo; tampouco entre membro da igreja e membro de outra denominação. O cristão “fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Se­nhor.”Leia 1Co 7:39; Gn 2:18; Mc 10:2-12; Rm 7:2; Mt 5:32; 19:3-12.

23.         A igreja e o mundo — Que a igreja e o mundo são entidades distintas, cujos propósitos, preferências, e metas são completamente diferentes. É pecado o membro da igreja se conformar com o mundo no seu modo de vestir, freqüentando festas, bailes, o cinema, e outras diversões mundanas. “Não podeis servir a Deus e às riquezas”. Leia Mt 6:24; Jo 18:36; Rm 12:1-2; 2Co 6:14-18; 1Jo 2:15-16; Tt 2:11-14; Ef 5:11.

24.         A cobiça — Que a cobiça é idolatria, sendo um dos pecados mais graves da atualidade. Todo cristão deve se esfor­çar o máximo para resisti-la, sempre fugindo dela; acautelando-se da avareza, tratando a todos com honestidade, nunca aproveitando-se de ninguém, e sempre abstendo-se da usura. “É grande fonte de lucro a pie­dade com o contentamento.” Leia 1Tm 6:6-10;Êx 20:17; Ef 5:3; Cl 3:5; (e tratando-se da usura:) Êx 22:25; Dt  23:19; Ne 5:7, 11-12; Sl 15:5; Pv 28:8; Jr 15:10.

25.         Intemperança — Que o povo cristão deve abster-se do uso de bebidas alcoólicas, entorpecentes, fumo, e de outros hábitos carnais. Não deve procurar a fama, poder mundano, cargos públicos, nem desejar qualquer extravagância deste mundo. “Pelo que saí do meio deles, apartai-vos, diz o Senhor. Não toqueis nada imundo, e eu vos receberei”. Leia 2Co 6:17; Ap 18:4; 1Co 9:25; Gl 5:24; 1Ts 5:22; Jz 13:4; Hc 2:15; Pv 23:29-32.

26.         A soberba — Que a soberba é abominação aos olhos de Deus. A humildade e a contrição são características do povo de Deus, no qual não se acha um espírito arro­gante e dominante. “Pois qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Lc 14:11). “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda”. Leia Pv 16:18; 1Jo 2:15-17; Pv 6:16-17; Tg 4:6.

27.         A pureza — Que o povo de Deus deve ser puro, santo, devoto, reverente, dotado de “vida casta, em temor”, não cedendo às concupiscências da carne. Portanto, a lin­guagem vulgar, os vícios secretos, e todo pro­cedimento pecaminoso que causa males sociais, são completamente fora dos limites da vida cristã. Leia 1Pe 1:15; 2:12; 3:1; 2Pe 3:11-14; 2Co 7:1; Gl 5:19-25; 1Jo 3:3; Hb 12:14.

28.         O traje modesto —Que o cristão deve se trajar modestamente. O uso de jóias, maquilagem, roupas carís­simas, ou da última moda, vestuário pomposo, e ornamentação do corpo devem ser rigorosamente evitados pelos cristãos. “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento.” Leia Rm 12:1-2; Is 3:16-24; 1Tm 2:9-10; 1Pe 3:3-5; 1Jo 2:15-17.

29.         A não-resistência — Que a letra e o espírito do evangelho são en­fa­ti­camente contra as brigas, conflitos e guerras. Por­tanto, nenhum cristão pode tomar parte nos conflitos carnais, sejam entre indivíduos, entre nações, ou em demandas. A doutrina da não-resistência foi ensinada e exem­plificada por Cristo e os apóstolos, e praticada pelos verdadeiros cristãos até o tempo atual. Leia Mt 5:38-45; 26:52; Jo 18:36; 1Co 6:1-8; Rm 12:17-21; 2Co 10:3-4.

30.         Os juramentos — Que na dispensação cristã é proibido jurar, sejam quais forem as circunstâncias e motivos. Leia Mt 5:33-37; Tg 5:12.

31.         A igreja e o Estado — Que deve haver uma separação entre a igreja e o estado. Apesar de sermos peregrinos e forasteiros, temos a obrigação de estarmos “sujeitos às autoridades superiores.” “Sujeitai-vos a toda a autoridade hu­mana, por causa do Senhor” (1Pe 2:13). Con­tudo, a nossa primeira obrigação é para com Deus. Leia Jo 18:36; At 5:29; Rm13:1-5; Hb 11:13.

32.         As sociedades secretas — Que os cristãos não devem participar de orga­nizações secretas ou que exigem juramento; tornar-se membro os desqualifica para ser membros da Igreja. Os sindicatos e organizações fraternais seriam incluídos nesta mesma classificação, e portanto devem ser encarados da mesma forma. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis”. Leia Jo 18:20; 2Co 6:14-18

33.         O seguro — Que segurar a nossa vida e os nossos bens em companhias segu­ra­do­ras do mundo é contra a Palavra e vontade de Deus. O cristão não deve confiar em companhias especuladoras, e sim, naquele que conta “até os cabelos todos da cabeça”. Leia Sl 118:8; Jr 49:11; Mt 6:19-34; Sl 10:14; Fp 4:6.

34.         A volta do Senhor — Que acreditamos numa segunda e iminente vinda do Senhor Jesus, em pessoa, sendo esta a esperança bendita do cristão. Cremos que Ele virá, não em humilhação, nem para reinar aqui na terra literalmente, mas sim, em grande glória para receber os Seus e julgar o mundo com justiça. Leia Mt 24:29-31, 42-44; 25:31-32; Mc 13:24-27; Tt 2:13; At 1:11; 2Co 5:10; Ap 1:7; 20:11-15.

35.         A ressurreição — Que haverá uma ressurreição corporal de ambos, os justos e os injustos, de modo que no dia final todos os homens que morreram ou “adormeceram” serão levantados e revivificados pelo poder incompreensível de Deus. Eles, juntamente com aqueles que ainda estiverem vivos, serão transformados num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. Todos serão colocados perante o trono de juízo de Cristo; os justos serão separados dos ímpios e cada um será recompensado conforme as suas obras, sejam boas ou más. Leia Dn 12:2; Jo 5:28-29; 1Co cap. 15; Mt 22:28-32; 1Ts 4:13-17; Jo 11:24-25; Ap 20:13.

36.         O inferno — Que todos que rejeitam o sangue remidor de Cristo passarão a eternidade no lago que arde com fogo e enxofre, e o fumo dos seus tormentos subirá para todo o sempre. Leia Sl 9:17; Mt 25:41-46; Ap 14:11; 20:15; Jo 5:28-29; At 4:12; 1Pe 1:18-20; 2 Jo  v. 7.

37.         O céu — Que os justos, ou seja, os salvos, benditos e glorificados, passarão a eternidade num reino de gozo e glória sem fim. Leia Mt 25:34, 36; 2Co 5:1; Ap 22:5; Dn 12:2-3; 2Pe 3:13; Ap 21:1-5; 14:13.

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